Saiba por que é tão importante o Controle do Diabetes na gravidez

Mulheres com diabetes pré-existente (tipo 1 ou tipo 2) apresentam maior risco de complicações na gravidez, como malformações congênitas, pré-eclâmpsia e parto prematuro.

Aproximadamente metade das gestações em mulheres com diabetes mellitus e tipo 1 resultam em alterações no crescimento fetal, risco de complicações no parto,  excesso de peso ao nascer e mais tarde, na vida adulta,  alta probabilidade de desenvolver síndrome metabólica, doença cardiovascular, obesidade e diabetes.

O controle glicêmico rigoroso com dieta adequada e, se necessário, uso de insulina e tratamento anti-hipertensivo é de grande importância no tratamento do diabetes mellitus para evitar complicações na gravidez. Novas tecnologias para o controle do diabetes mellitus estão evoluindo. Por exemplo, na Europa, a maioria das mulheres com diabetes mellitus pré-existente é tratada com análogos de insulina antes e durante a gravidez. Além disso, muitas mulheres usam aplicadores automáticos de insulina e o monitoramento contínuo da glicose associados a tecnologia de aplicativos para celulares, uma promissora ferramenta educacional e de coleta de dados/monitoramento que permite que as informações sobre o estado de saúde da paciente sejam disponibilizadas em tempo real para o paciente, médicos e cuidadores.

As técnicas modernas de cuidados com o diabetes mellitus durante a gravidez incluem uma abordagem multi-disciplinar para regulação da glicose, aconselhamento dietético, ganho de peso gestacional saudável, controle da pressão arterial e acompanhamento de HbA1c, para reduzir o risco dessas complicações.

Estratégias para reduzir o risco de hipoglicemia materna grave em mulheres com diabetes tipo 1:

É importante implementar uma dieta apropriada com foco na quantidade e qualidade de carboidratos, limitar o ganho de peso materno e acompanhar o crescimento fetal.  Quando recomendado pelo médico o uso de análogos de insulina, injetores automáticos de insulina, monitoramento contínuo da glicose e calculadoras em bolus pode ajudar a melhorar o controle glicêmico e reduzir o risco de hipoglicemia materna grave na gravidez. O tratamento anti-hipertensivo precoce e intensivo, com agentes anti-hipertensivos aprovados para uso na gravidez, pode reduzir o risco de pré-eclâmpsia e parto prematuro, especialmente em mulheres com doença renal diabética.

  • Ajustes na dose de insulina entre 8 e 16 semanas gestacionais.
  • O uso de insulina suplementar entre as refeições requer cautela.
  • Usar/ter a disposição comprimidos de glicose orais ou outras fontes de carboidratos orais de uso imediato.
  • Uso de análogos de insulina de ação rápida e longa.
  • Um plano de nutrição individualizado deve ser desenvolvido no início da gravidez por uma nutricionista registrada, com o objetivo de minimizar as excursões glicêmicas e visando o ganho de peso gestacional adequado.
  • Recomenda-se a contagem de carboidratos em cada refeição e lanche.
  • Os carboidratos com baixo índice glicêmico devem ser o principal tipo de carboidrato na dieta.
  • Recomenda-se uma ingestão diária total mínima de 175 g de carboidratos, que consiste em 150 g das principais fontes (ou seja, pão, grãos integrais, laticínios, frutas, arroz, batatas, massas e doces) e 25 g de vegetais ou outras fontes de carboidratos. O consumo de doces deve ser limitado.
  • Não se esqueça de consultar um profissional da saúde habilitado antes de iniciar qualquer dieta ou tratamento. O tratamento baseado nas características e necessidades especificas de cada mulher é a melhor alternativa.
  • Para mais informações sobre carboidratos, gestação e diabetes tipo 1, leia o artigo completo aqui
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Importante:  Sempre consulte um profissional habilitado antes de iniciar qualquer dieta ou tratamento. Não use medicações sem o conhecimento do seu médico. Evite a automedicação.

 

Referências:

Improving pregnancy outcomes in women with diabetes mellitus: modern management Lene Ringholm, Peter Damm et al. Nature Reviews Endocrinology, 15, 7, 7 2019

Roskjaer, A. B., Andersen, J. R., Ronneby, H., Damm, P. & Mathiesen, E. R. Dietary advices on carbohydrate intake for pregnant women with type 1 diabetes. J. Matern. Fetal Neonatal Med. 28, 229–233 (2015). 

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